quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Palácio do Marquês da Graciosa — Idanha-a-Nova

[pst 380] "Outro passo da nossa história, que deixou rasto nos edifícios da Beira, teve raízes a milhares de quilómetros dali. Foi a exploração das riquezas do Brasil, no século XVIII. A epopeia das Índias pouco se fez sentir na arquitetura da região; mas essa da América do Sul ficou fortemente assinalada nas construções beirãs da época. Um considerável fluxo de dinheiro está na base dum período de intensa atividade da construção civil, reconhecível ainda hoje numa série de edifícios datados e do nítido enriquecimento do nível arquitetónico de muitos deles". (Vários autores, A Arquitectura popular em Portugal). O palácio do Marquês da Graciosa é uma moradia solarenga característica do século XVIII, que procurou longe de uma terra pobre, o dinheiro para a sua edificação.

379. Palácio do Marquês da Graciosa — Idanha-a-Nova. 30 de agosto de 1996

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Escalos de Baixo

[pst 379] A arquitetura manuelina também chegou a vários lugares das terras da Beira Baixa. Em Escalos de Baixo encontramos um belo exemplar: boas cantarias, escala miúda e bem proporcionado. É uma arquitetura que trouxe o "ar" do oceano, a estas paragens distantes dos portos, das naus e das caravelas.

378. Escalos de Baixo. Castelo Branco. 29 de agosto de 1996

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Castelo de Amieira do Tejo

[pst 378] O castelo de Amieira do Tejo, situado já a sul daquele rio, foi mandado edificar por D. Álvaro Gonçalves Pereira, pai de Dom Nun' Álvares Pereira, por volta do ano 1350. Representa um bom exemplar de arquitetura militar do século XIV. É constituído por quatro torres ligadas por muralhas, uma das quais, mais elevada, é a torre de menagem. Distingue-se das restantes pelo tratamento mais nobre dado às aberturas para o exterior.

377. Castelo de Amieira do Tejo. Nisa. 18 de agosto de 1995

sábado, 2 de dezembro de 2017

Penamacor

[pst 377] O lugar já era um centro regional nos tempos dos Romanos, Godos e Mouros. A vila de Penamacor recebeu a primeira Carta de Foral de Dom Sancho I, em 1209, que a transformou numa importante praça de armas de defesa da raia. A torre de vigia permanece como ponto de observação de paisagens do Sul, dos antigos territórios muçulmanos.

376. Penamacor. 28 de julho de 1995

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Monforte da Beira

[pst 376] Para lá do Tejo, as casas construídas em pedra aparente começam a escassear para dar lugar a outros processos construtivos característicos do Sul do País, da planície alentejana, em que domina o adobe como matéria de construção, e uma arquitetura rasteira. Em Monforte da Beira, um edifício de desenho austero sugere, na pedra miúda das suas paredes, a transição entre dois tipos de material.

375. Monforte da Beira. Castelo Branco. 23 de agosto de 1995

Torre de Menagem — Idanha-a-Velha

[pst 375] "Precisamente no mesmo lugar ocupado em parte pela aldeia, que surge dentro de uma larga curva descrita pelo Rio Ponsul, existiu outrora uma cidade de fundação romana (séc. I a.C.) chamada Civitas Igaeditanorum; mais tarde, não se sabe desde quando, foi Município romano. No período visigótico passou a ser chamada Egitânia; em seguida, era a Exitânia dos muçulmanos e, depois, a Idanha portuguesa; o adjectivo «velha», que leva apenso, foi-lhe acrescentado depois da fundação de Idanha-a-Nova, em 1187, pelo Mestre dos Templários". (D. Fernando de Almeida, Ruínas de Idanha-a-Velha). Idanha-a-Velha foi uma grande cidade, de que nos chegaram numerosos vestígios arqueológicos, como seja a antiga torre templária erguida sobre o podium de um templo romano. Em 884 instalou-se aqui o muladí (muçulmano de origem peninsular) Iba Marwan, o Galego, que sustentou durante anos uma revolta contra o califa de Córdova. Depois de submetido ao califa o lugar não mais voltaria a recuperar a grandiosidade que tivera em tempos remotos; por várias vezes os reis de Portugal tentaram repovoá-lo mas sem êxito.

374. Torre de Menagem — Idanha-a-Velha. Idanha-a-Nova. 30 de agosto de 1996

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Torre Templária, Vilas Ruivas

[pst 374] O torre de menagem é o que resta de uma antiga fortaleza, de que existem numerosos vestígios nas imediações. A sua construção é atribuída aos Templários. Do local, sobranceiro às Portas de Rodão e um pouco acima da ermida de Nossa Senhora do Castelo, colhe-se amplo panorama sobre o vale do Tejo.

373. Torre Templária, Vilas Ruivas. Vila Velha de Rodão.  29 de agosto de 1996