sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Mundo Português

[doze exp 13] Também em Viseu, durante os dez dias que duraram os “Jardins Efémeros”, esta foi uma exposição fundamentalmente diferente das outras duas que permanecem em Viseu. Três naves, três conjuntos de fotografias. Uma proposta de reflexão e diálogo sobre o espaço português. Numa primeira nave há a presença de vegetação que vai colonizando lugares possíveis, ao mesmo tempo há o diálogo com uma outra intervenção artística de ±MAISMENOS± e Vhils (Miguel Januário e Alexandre Farto). Na nave oposta, veículos abandonados por todo o território nacional, viagens interrompidas. Ao centro imagens de património, alguns dos mais notáveis monumentos históricos, referências da identidade de Portugal. Existiu ainda a vizinhança da exposição sobre arquitetura portuguesa contemporânea (2012-2014) “Habitar Portugal: Está a arquitetura sob resgate?”.

Viseu. 2016

Gondomar

[pst 239] No alto do Monte Crasto foi construído um santuário. Houve aqui um povoado castrejo de que já não restam vestígios. Em torno do morro desenvolveu-se depois Gondomar, que viria a ser integrada na crescente área de influência da cidade do Porto. No dia 29 de Junho de 1847, consumou-se em Gondomar a Convenção de Gramido. Era assinada entre os governantes do Porto e tropas estrangeiras que vieram para Portugal a pedido de D. Maria II para por termo à rebelião da Patuleia e ao governo autoritário, então conhecido por Cabralismo. Findara assim uma guerra civil. Como acontece sempre, as grandes mudanças políticas consumam-se nos espaços mais urbanizados.

Gondomar. 6. de setembro de 1996

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Caminhar

[doze exp 12] A relação direta com o espírito de uma postura empresarial muito singular, que interpreto do contacto com as pessoas do Esporão, desde a direção, passando pelos enólogos, o marketing, ou as pessoas do terreno. Esta foi a mais curta exposição por mim realizada. Apenas dois dias numa festa que é a celebração da terra: Dia Grande. Um dia que são dois dias

Herdade do Esporão. reguengos de Monsaraz. 2016

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Paços de Ferreira

[pst 238] O lugar "chã de Ferreira" é de povoamento muito antigo. Não longe daqui, na direção do sol nascente está o povoado castrejo de Sanfins, um dos maiores e mais importantes do género, no Noroeste da Península Ibérica. A área é aqui plana, rica em água e, os solos, de boa aptidão agrícola. Uma urbanização rasteira alastra progressivamente.

Paços de Ferreira. 7 de junho de 1996

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Viseu, Identificação e Reconhecimento II

[doze exp 11] A trabalho sobre a área geográfica do município de Viseu viria a alterar a minha forma de ver o espaço português. Nunca antes havia trabalhado com tanto detalhe sobre um território. A primeira nota não pode deixar de ir para a constatação do caráter labiríntico, denso, deste espaço, que, de alguma forma, é comum a várias regiões do Norte de Portugal. Foram fotografadas 240 aldeias numa área de pouco mais de 500 km2.
Viseu. 2016

sábado, 20 de agosto de 2016

Cemitério de Barrô

[pst 237] O cemitério localiza-se ao lado da Igreja de Barrô e, tal como esta, está voltado para o rio Douro. A presença da vinha deixa já anunciar a entrada no "Paíz Vinhateiro". Lugar de fascínio, paisagem de deslumbramento.

Cemitério de Barrô. Resende. 26 de dezembro de 1993

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Viseu, Identificação e Reconhecimento I

[doze exp 10] Viseu, Identificação e Reconhecimento é um conjunto de duas exposições, atualmente em exibição nesta cidade. A primeira, mostrada no Museu Almeida Moreira, é uma revisitação das fotografias da cidade de Viseu feitas em 1996, aquando da recolha fotográfica que daria origem ao conjunto de livros, e exposições em 1997 e 1998, por ocasião da Expo’98, em Lisboa.
Viseu. 2016