terça-feira, 28 de março de 2017

Procurar no vazio

[arquitetura 27] Há um saber acumulado ao longo de milénios, há uma cultura dominante, mas tem que haver a liberdade, o incoformismo, a procura de respostas nos vazios significantes da Terra e do cosmos. 
Madeira. 2006

segunda-feira, 27 de março de 2017

Há horizonte

[arquitetura 26] Poderíamos ser levados a pensar que este mundo da arquitetura é relativo à matéria. Não apenas. Há horizonte para além dessa ideia imediata. É a arquitetura que nos relaciona com algumas das mais elevadas condições de humanidade. A casa que verdadeiramente habitamos, não é feita de paredes. Não negamos uma ideia de religiosidade, mas aqui queremos deixar expressa a liberdade de palavra, pensamento e ação, como condição de procura. 
Porto Santo. Madeira. 2006

domingo, 26 de março de 2017

Atenção e liberdade

[arquitetura 25] Os arquitetos são um olhar atento e rebelde, comprometido e livre, ambicioso, são a visão que se detém no horizonte longínquo, que vê através das opacidades, são o pensamento que se debruça sobre as contaminações do espaço sobre o tempo. Os arquitetos são quem desenha a utopia, a casa do ser e das comunidades, o esquisso do cosmos contraditório, complexo e evolutivo, que habitamos.
Évora. 2006

sábado, 25 de março de 2017

Cruzar

[arquitetura 24] Os arquitetos não são poetas, não são escritores, não são artistas, nem políticos, não são investigadores científicos, não curam pessoas, não são professores nem estudiosos ou investigadores, juristas. São seres complexos que têm uma formação que cruza diferentes ramos de conhecimento. Contêm dentro de si paisagens vastas, planetárias, onde todas as experiências de vida parecem confluir em fontes de criatividade.
 
Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha. 2000
 

sexta-feira, 24 de março de 2017

O povoamento da terra

[arquitetura 23] Em considerações sobre a evolução humana e os modos de povoamento, verificamos que todos os passos estão “documentados”, de todos há vestígios deixados no solo. É a construção de uma “casa” ao longo de milénios. Em praticamente todos os lugares da Terra existem marcas de povoamento humano, mais ou menos recuadas. São os fazeres para a construção de um habitat próprio. São a procura de recursos de alimentação e pontos de fixação. É a história de um percurso de, simultaneamente, construção e destruição.
 
 
 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Memórias para a fuga

[arquitetura 22] As memórias de um espaço fixado pela fotografia são as memórias da própria vida. Quando olhamos para trás, percorridos centenas de milhar de quilómetros, vemos um espaço imenso, difícil, cada vez mais difícil, de objetivar. Trazemos um conjunto vasto de fotografias, tentamos fixar o que foi essa grande e única viagem. O que fica nas imagens não são os lugares que registámos, mas uma complexa realidade de espaço-tempo em “fuga”. Procuramos o espaço que habitamos e o retrato de uma cultura. Encontramos o desenho de um percurso civilizacional vertiginoso, de afastamento da natureza, num perigoso limbo de apagamento das raízes do nosso próprio ser.
 
 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Fixar identidade

[arquitetura 21] Fotografias da arquitetura, do território, do espaço e dos lugares. O registo sistemático. A procura de uma síntese, do retrato de um país, fixar uma identidade num tempo, criar referências, norte.
Claustro de Dom João III, Convento de Cristo, Tomar. 2000