terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Alto da Melriça

[pst 391] O alto da Melriça, situado próximo do rio Zêzere, numa área de transição entre as regiões da Beira Baixa, Beira Litoral e Ribatejo, assinala o centro geodésico do País. Foi o primeiro marco a ser construído e foi a partir deste ponto que se iniciou a triangulação que permitiu o levantamento topográfico de todo o território continental.

390. Alto da Melriça. Vila de Rei. 17 de janeiro de 1996

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Estação Ferroviária — Alcains

[pst 390] Alcains é uma vila industrial enquadrada numa zona rural. Do granito das suas pedreiras e da arte dos seus canteiros saíram, por exemplo, as estátuas do Jardim do Paço, em Castelo Branco, ou a pedra talhada para as maiores fábricas da Covilhã. Os seus silos de cereais, junto à estação dos comboios, são uma das derradeiras marcas, de quem se dirige do Sul para o Norte do País, de uma agricultura onde predomina o trigo.

389. Estação Ferroviária — Alcains. Castelo Branco. 29 de agosto de 1996

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Minas da Panasqueira

[pst 389] O "importante couto mineiro, na margem direita do Zêzere, [é] considerado um dos mais ricos jazidos de volfrâmio do mundo e certamente o maior da Europa. (...) A maior largura da área concedida é de 4 km. Nestas minas, a volframite é acompanhada pela cassiterite em muitos dos seus filões. As duas principais minas — Panasqueira, na freguesia de Cebola, e Cabeço de Pião, na de Bodelhão — foram concedidas em 1894. De então para cá o número de concessões foi aumentando, a sua exploração desenvolvendo-se consideravelmente e a produção, sempre em aumento, elevou-se em 1942 a 2083 toneladas de volframite 44318 quilogramas de cassiterite. A empresa concessionária é inglesa. Nas minas trabalham atualmente (1943) cerca de 3000 operários, num ambiente que sabe à Califórnia de há 100 anos". (Sant' Anna Dionísio, Guia de Portugal). Agora as instalações fabris estão no centro de uma topografia alterada e de uma montanha vazada. Hoje já não é extraído minério da Panasqueira.

388. Minas da Panasqueira, S. Jorge da Beira. Covilhã. 31 de agosto de 1996

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Covilhã

[pst 388] A cidade da Covilhã é um dos mais prósperos centros urbanos das Beiras. Desenvolve-se entre duas ribeiras onde foram construídas numerosas fábricas de lanifícios, às quais se deve muito da ascensão económica da cidade. Na ribeira da Goldra, mais próxima do centro da urbe, alguns destes edifícios foram já reconvertidos, nomeadamente a antiga Fábrica Real que constitui o maior símbolo do ciclo da lã, mandado construir pelo Marquês de Pombal, em que funciona atualmente a Universidade da Beira Interior. Na ribeira da Carpinteira coexistem fábricas de várias gerações, algumas já em ruína avançada; outras, recentes e ainda em laboração, continuam a luta contra o declínio desta atividade.

387. Covilhã. 28 de junho de 1996

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Tortozendo

[pst 387] Tal como a Covilhã, e outras povoações do sopé da serra da Estrela, o Tortozendo desenvolveu-se devido às indústrias de lanifícios. Aí existiam, até há bem pouco tempo, cerca de vinte fábricas, entre grandes, pequenas e algumas de dimensão familiar. Com o aparecimento de fibras sintéticas, de baixo custo, a lã passa a ser menos procurada e os povoados, dependentes desta indústria, regridem.

386. Tortozendo. Covilhã. 28 de junho de 1996

domingo, 17 de dezembro de 2017

Termas de Monfortinho

[pst 386] As termas de Monfortinho situam-se a 3 km da aldeia de Monfortinho, no sopé da serra de Penha Garcia, a escassas dezenas de metros do rio Erges, que aqui constitui fronteira com Espanha. Existem no lugar catorze nascentes. Fonte Santa é a mais conhecida das sete que são exploradas com fins terapêuticos. As termas constituem um dos pontos de maior atração turística da Beira Baixa.

385. Termas de Monfortinho. Idanha-a-Nova. 30 de agosto de 1996

sábado, 16 de dezembro de 2017

Capela — Penamacor

[pst 385] Já fora da malha urbana de Penamacor, construída sobre uma lage de granito, encontramos uma pequena capela, datada de 1667. Está implantada a meia encosta de um cerro como que a contemplar a imensidão plana que se avizinha. O seu desenho lembra os espaços mais arcaicos da arquitetura sacra do sul do País.

384. Capela — Penamacor. 28 de julho de 1995