quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Desprendimento

Litoral de Sintra, próximo do Forte do Espinhaço. 2012
[Ler, fazer, caminhar 10] Já muito próximo da linha de costa, faço uma primeira paragem para fotografar desabamentos recentes da falésia rochosa. Encontro a rocha viva; o desprendimento de uma superfície vertical com cerca de 15 metros de altura deve ter acontecido neste Outono, talvez com as primeiras chuvas após o Verão. Recordo o vulcão dos Capelinhos, sobre o qual fiz um trabalho em 2007, por ocasião das comemorações do cinquentenário da erupção que lhe deu origem (http://www.duartebelo.com/02-trabalhos/0202-trabalhos/0202_33-dbt0192-fogo_frio/dbt0192_1rt.html). Os Capelinhos representam, de uma forma muito clara, alguns dos processos da fabricação das paisagens e a ação da erosão, marítima e atmosférica, a que a superfície terrestre está sujeita. Habituamo-nos desde cedo a associar às rochas a imutabilidade, face a um tempo devorador que continuamente transforma todos os seres vivos. Um olhar atento para o mundo mineral, revela-nos que nada escapa a essa voragem da seta do tempo, que nem a mais sólida das rochas deixará de a revelar.
Litoral de Sintra, próximo do Forte do Espinhaço. 2012
 











Litoral de Sintra, próximo do Forte do Espinhaço. 2012
Litoral de Sintra, próximo do Forte do Espinhaço. 2012

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