terça-feira, 19 de agosto de 2014

A Terra Quente

[Linha do Tua 41] A partir de Ribeirinha há um vale que se abre, daqui para norte, a linha continua a acompanhar o rio ao longo da sua margem esquerda; o vale do Tua perde progressivamente o carácter de um desfiladeiro profundo para se desenvolver com margens menos íngremes. A fisionomia da paisagem também se altera – estamos agora na Terra Quente Transmontana. Nos primeiros quilómetros do percurso, o clima tinha características mediterrâneas, mas, devido ao terreno acidentado e à imagem austera da paisagem, parecia estarmos perto do cume de uma região montanhosa. Apesar de ser considerada uma linha de montanha, a Linha do Tua desenvolve-se, no seu troço inicial, muito próximo do nível das águas do mar. É esta ilusão de altitude, conferida pelo relevo, que a torna tão singular. À medida que a linha corre para norte, apesar de estarmos a subir de cota, chegamos a terras com uma configuração tranquila, amenizada por um relevo de ondulações esbatidas, ainda que no horizonte se recortem alguns picos elevados, para os quais a linha se dirige.




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