sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Montalvão

[pst 367] Montalvão, situada ao sul do Tejo e próximo do rio Sever, foi uma antiga praça de armas de defesa da raia. Teve Carta de Foral de rei D. Manuel e foi sede de concelho até à reforma administrativa de 1834. A estrutura urbana é determinada pelo local de implantação, uma elevação longilínea, pela posição do antigo castelo e da igreja paroquial.

366. Montalvão. Nisa. 29 de agosto de 1996

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Santuário de Nossa Senhora de Mércoles

[pst 366] O templo de Nossa Senhora de Mércoles está construído junto à margem esquerda da ribeira do mesmo nome, afluente do Ponsul, a cerca de 4 km de Castelo Branco. É uma ermida, talvez de fundação templária e a sua arquitetura documenta a transição do estilo românico para o gótico. Existem, não longe deste lugar, no monte de São Martinho, vestígios de povoamento remoto.

365. Santuário de Nossa Senhora de Mércoles. Castelo Branco.  29 de agosto de 1996

domingo, 12 de novembro de 2017

Santuário de Nossa Senhora da Azenha

[pst 365] Ao contrário do santuário da Senhora do Almortão, que recentemente sofreu obras de terraplanagem na área envolvente ao complexo religioso, a Senhora da Azenha mantém integra e próxima a sua relação com o terreno de implantação. Os edifícios, rasteiros e sóbrios, conformam o espaço da festa. Ao longe, o morro granítico de Monsanto é uma referência de orientação deste lugar plano.

364. Santuário de Nossa Senhora da Azenha, Monsanto. Idanha-a-Nova.  30 de agosto de 1996

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Santuário de Nossa Senhora do Almortão

[pst 364] A Senhora do Almortão, que inspirou uma canção de José Afonso, é um dos santuários de romaria mais concorridos da região e mesmo do País. Nos dias de festa, numerosas são as quadras que se ouvem dedicadas à Santa. Canções populares, dolentes e arcaicas, a encher de música a vastidão solitária das terras quentes da planície.

Senhora do Almortão
Minha tão linda raiana
Voltai costas a Castela
Não queirais ser castelhana

363. Santuário de Nossa Senhora do Almortão. Idanha-a-Nova.  30 de agosto de 1996

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Recinto de touros — Amieira do Tejo

[pst 363] Tal como no Centro de Portugal e especialmente no Ribatejo a tourada marca, também na Beira Baixa, uma presença assinalável. Em Amieira do Tejo, o recinto de touros foi construído num anfiteatro natural, evidenciando uma notável integração na paisagem.

362. Recinto de touros — Amieira do Tejo. Nisa. 18 de agosto de 1995

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Lagariça — Castelo Novo

[pst 362] Castelo Novo situa-se como que no centro de um enorme anfiteatro, que é definido pela serra da Gardunha. Em plena área construída do velho burgo encontramos a lagariça. Uma enorme concha, escavada no granito, destinava-se a nela ser pisada a uva para fabrico de vinho. De difícil datação é, no entanto, de indubitável antiguidade e constitui um símbolo daquilo que seriam as antigas práticas comunitárias que caracterizavam as populações destes lugares.

361. Lagariça — Castelo Novo. Fundão. 31 de agosto de 1996

domingo, 5 de novembro de 2017

Canal de rega — Mourinhos

[pst 361] "A Beira Baixa começa ao norte pela Cova da Beira, oásis ou encravamento de entre Estrela e Gardunha, e termina ao sul pelas Campanhas da Idanha — regiões e sub-regiões que estão em polos opostos: uma bem irrigada e aprazível e de fresca vegetação; a outra seca nua e despovoada". Assim caracterizava Amorim Girão, na Geografia de Portugal, as diferenças de duas áreas distintas do território da Beira Baixa. Mas o regadio que permitiu a construção, em 1935, da barragem da Idanha, atenuou localmente este contraste.

360. Canal de rega — Mourinhos, Ladoeiro. Idanha-a-Nova.  30 de agosto de 1996

Ponte sobre a ribeira da Sertã

[pst 360] Situa-se num território de encontro entre Ribatejo, Beira Litoral e Beira Baixa, e a estrutura do seu povoado lembra um pouco as povoações da Estremadura. A Sertã desenvolve-se numa pequena elevação entre a ribeira do Amioso e da Sertã, num lugar de confluências de antigos meandros. Daí um solo relativamente plano, fértil e rico em água, entre os contrafortes das enunciadas serranias xistosas da Beira meridional.

359. Ponte sobre a ribeira da Sertã — Sertã. 17 de janeiro de 1996

sábado, 4 de novembro de 2017

Rio Tejo, Amieira do Tejo

[pst 359] Do lugar da Barca d' Amieira, onde ainda hoje se faz a travessia do Tejo por uma barca,  parte para montante, pela margem esquerda do rio, uma calçada que não deve ser muito antiga e não chegou a ser terminada e que era provavelmente um caminho de sirga. Está interrompida antes de deparar com a barragem do Fratel. É uma obra delicada e sinuosa no contorno da penedia. Na margem oposta do rio foi construída a linha férrea da Beira Baixa, de tempos a tempos percorrida por comboios que enchem de um som metálico e efémero este vale tranquilo.

358. Rio Tejo, Amieira do Tejo. Nisa. 18 de agosto de 1995

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Moinho de água — Rio Ponsul

[pst 358] Este moinho de água existente no leito de cheia do rio Ponsul, apresenta uma construção extremamente sólida e está integrado de tal forma na paisagem que, não fora o escuro definido pelo vão da porta, mal se distinguiria da penedia que o envolve. Hoje abandonado, continua a resistir, serenamente, à força das águas que ocasionalmente o submergem.

357. Moinho de água — Rio Ponsul, Ponte da Munheca. Castelo Branco.  29 de agosto de 1996

Anta — Samarrudo

[pst 357] No picoto do Samarrudo, próximo do monte das Cubeiras e da foz da ribeira de Aravil no rio Tejo, foi construído um marco geodésico sobre a mamoa de um monumento megalítico. Esta anta, como outras da área, parece relacionar-se com o extenso santuário rupestre das margens do Tejo.

356. Anta — Samarrudo, Soalheiras. Idanha-a-Nova. 23 de agosto de 1995

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Castro de S. Miguel

[pst 356] O castro de S. Miguel situa-se no cume de um outeiro a norte da povoação de Amêndoa, entre as serras da Amêndoa e da Melriça. Aí foi recolhido variado espólio do período proto-histórico: mós manuais, lanças, machados, uma placa de cobre gravada, pedaços de cerâmica. Característica deste tipo de povoamento castrejo é a visibilidade sobre terras distantes.

355. Castro de S. Miguel, Amêndoa. Mação. 17 de janeiro de 1996

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Serra da Amêndoa

[pst 355] O pinhal tomou vastas áreas da região a oeste de Castelo Branco. Os fogos florestais são o maior flagelo que assola este lugar de deserção, de onde partem homens e mulheres na procura de outros lugares para habitar. Quase todos os anos a passagem de dias de fogo enche de cinza e de troncos queimados um solo que já era pobre.

354. Serra da Amêndoa, Amêndoa. Mação. 17 de janeiro de 1996

Penha — Serra da Gardunha

[pst 354] O Guia de Portugal cita um texto do Padre M. Martins, da sua monografia A Serra da Gardunha, publicada em 1910, em que este refere ser "toda a serra de forma assimétrica e muito caprichosa, o que dificulta ou impossibilita uma descrição dela aproximada. Predomina, contudo, nela a forma alongada em todo o seu dorso, no rumo leste-oeste. Este começa na Paradanta em terreno xistoso onde se empina quase a prumo; e segue depois para o oriente em terrenos graníticos desde as encostas do Casal da Serra até à notável vila de Alpedrinha. Entre estes dois pontos é que se encontra o espinhaço ou dorso principal da serra, granítico, tortuoso, por vezes alcantilado e intransitável, ainda aos serranos mais arrojados. Pois naqueles sítios íngremes e talhados a pique topam-se grandes penhas e amontoados de grandes massas graníticas, tão altas e de tal modo sobrepostas que não há ser vivo que lá possa trepar, a não ser valendo-se de asas". É a descrição, um pouco fantasiosa, do mais importante maciço orográfico de Beira Baixa.

353. Penha — Serra da Gardunha. Fundão. 14 de agosto de 1996

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Miradouro — Mosqueiro

[pst 353] O ribeiro das Casas da Zebreira, afluente do Zêzere, cavou um vale profundo que atravessou o alinhamento quartzítico da serra do Moradal, entre Sarnadas de São Simão e Vilar Barroco. Junto à estrada um pequeno promontório define um miradouro sobre esta paisagem.

352. Miradouro — Mosqueiro, Vilar Barroco. Oleiros. 31 de agosto de 1996

Calçada — Penha Garcia

[pst 352] A aldeia de Penha Garcia foi erguida a sul de uma portela da serra de Penha Garcia. Na cumeeira do lugar existiu um castelo e, para norte, uma calçada antiga acede às margens do rio Ponsul que nasce ali próximo. Aí, no seu acentuado declive, foi construída uma série de moinhos de água.

351. Calçada — Penha Garcia. Idanha-a-Nova. 13 de agosto de 1996

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Miradouro de Santo António

[pst 351] Desde as terras férteis da Cova da Beira aos solos cerealíferos da Idanha, passando pelo Pinhal, a oeste da Beira Baixa, encontramos tipos diferenciados de paisagem. Todas pouco povoadas, mas o Pinhal é, sem dúvida, a área mais abandonada, mais marcada pela emigração das suas gentes para paragens distantes. Do alto de um miradouro contemplamos este lugar vasto de verde seco.

350. Miradouro de Santo António, Gargantada. Mação. 31 de agosto de 1996

domingo, 29 de outubro de 2017

Castiça, Monforte da Beira

[pst 350] Pouco a sul de Monforte da Beira, antes de encontrarmos o Tejo, deparamos com uma terra extremamente seca, nua e pobre, onde apenas crescem, espaçados, alguns tufos de giesta ou árvores ocasionais. É já uma paisagem das terras quentes do Sul onde o Verão mediterrâneo se faz sentir com toda a sua intensidade.

349. Castiça, Monforte da Beira. Castelo Branco. 23 de agosto de 1995

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Ponte do IP 5 sobre o Côa

[pst 349] Os tempos modernos penetram lentamente esta região periférica em relação às regiões mais desenvolvidas de Portugal. Mesmo na Beira, longe das cidades maiores, como a Guarda ou Viseu, apenas os eixos viários de circulação rápida, enunciam uma outra escala dos trabalhos dos homens, formas poderosas de intervenção na paisagem.

348. Ponte do IP 5 sobre o Côa. Almeida. 6 de agosto de 1989

sábado, 21 de outubro de 2017

Cancho Só — Serra das Mesas

[pst 348] (...)"o maior relevo da serra das Mesas, [é] um monte granítico cujas rochas têm aspecto de jazida e formas muito curiosas: espalhados a esmo, blocos graníticos arredondados, piriformes, quadrangulares, de feitio de pirâmides ou atarracados, mas quase sempre encimados por chapéu ou prancha horizontal. Estas rochas largas e pouco espessas que assentam em qualquer bloco e às vezes sobre outras da mesma forma (queijeiras) dão o aspeto da superfície das mesas retangulares, circulares ou mesmo elipsóidais, com fundas alterações devido aos agentes meteóricos: vento, gelo, geada, neve e também chuva". (Carlos Alberto Marques, A Bacia Hidrográfica do Côa). Serra de transição entre a Beira e a Beira Baixa, é também lugar atravessado pela linha de fronteira entre Portugal e Espanha.

347. Cancho Só — Serra das Mesas, Foios. Sabugal. 25 de julho de 1995

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Serra da Estrela

[pst 347] "O pastor quase-bárbaro dessas cumeadas da serra a topetar com as nuvens (1800 m a 2000 m de altitude), abordoado ao seu cajado, vestido de peles, seguindo o rebanho de ovelhas louras, é talvez o descendente dos companheiros de Viriato. Por essas eminências, tapetadas de relva no Estio e de neves no Inverno, nem as vilas nem as árvores se atrevem a subir: só o pastor nómada as habita. Do alto do seu trono de rochas vê gradualmente ir nascendo a vida pelas encostas: primeiro o zimbro, rasteiro e roído pelo gado, circunda os altos nus; logo aparecem os piornos, as urzes brancas, os carvalhos; depois, já a meia altura da encosta, os castanheiros, as lavouras, os enxames de aldeias; afinal, na extrema baixa, o lençol de lagunas, o tapete de esmeraldas engastadas em fios brilhantes, que o sol faceta ao espelhar-se no labirinto de canais". (Oliveira Martins, História de Portugal). Este quadro romântico não corresponde à realidade mas sugere o carácter poético da serra. Ainda hoje, se nos afastarmos das estradas entretanto construídas, continuamos a encontrar nas marcas do pastoreio, os únicos vestígios construídos, na cumeeira da serra.

346. Serra da Estrela, Penhas da Saúde. Covilhã. 1 de março de 1996

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Muro com inscrições, Malhada Sorda

[pst 346] Nestas terras abunda o granito em lages compridas e delgadas.  Vai ser assim aplicado não apenas em muros, mas também na construção de paredes de casas rurais. Nas paisagens de Malhada Sorda e Nave de Haver encontramos, por vezes, em muros marcas de cristianização. Desenhos gravados na superfície texturada da pedra dura.

345. Muro com inscrições, Malhada Sorda. Almeida. 27 de julho de 1996

sábado, 14 de outubro de 2017

Cruzeiro, Ínfias

[pst 345] Acontecem um pouco por todo o País, mas nas imediações de Fornos de Algodres há uma quantidade invulgar. São cruzeiros que assinalam o lugar onde alguém morreu. Quando localizados na berma da estrada recordam geralmente uma morte causada por um acidente de viação. No mesmo cruzeiro podem ser referidas várias pessoas. Mas a morte repentina de Aurélio Fernandes, aos dezoito anos de idade, no dia 8 de Março de 1938, deverá ter tido uma causa diferente.

344. Cruzeiro, Ínfias. Fornos de Algodres. 27 de fevereiro de 1996

Espigueiros — Pendilhe

[pst 344] O princípio que rege a sua construção é o mesmo utilizado nos mais conhecidos espigueiros do Minho, particularmente do Soajo e do Lindoso, mas o seu aspeto é diferente. Não têm aqui o ar perene nem as esmeradas cantarias em granito. Construídos em madeira, com cobertura de telha, apresentam uma imagem mais frágil, delicada e pobre que os seus congéneres dos milhos mais viçosos e abundantes do norte do País.

343. Espigueiros — Pendilhe. Vila Nova de Paiva. 19 de agosto de 1996

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Castro do Tentinolho

[pst 343] O lugar, granítico, tem características ermas e serranas; no entanto, deve aqui ter existido uma vida intensa, que deixou alguns vestígios. Ainda são percetíveis alguns troços de muralha que lembram a existência de uma antiga e poderosa estrutura castreja. O seu ponto culminante ultrapassa os 1000 m de altitude e a vista que daí se alcança sobre o vale do Mondego é grandiosa.

342. Castro do Tentinolho. Guarda. 29 de fevereiro de 1996

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Loriga

[pst 342] Loriga, a meia encosta da serra da Estrela, deve um desenvolvimento próspero ao sítio da sua implantação no último afloramento granítico antes da ribeira penetrar nos xistos de solos inférteis. Embora o vale seja de declive bastante acentuado, obrigando à construção de socalcos, a jusante da aldeia, para possibilitar os trabalhos agrícolas a água é abundante, permitindo assim o desenvolvimento dos lacticínios, bem como dos lanifícios. Para uns e outros muito contribuem os pastos de altitude da serra, que se mantêm verdes durante a estação seca.

341. Loriga. Seia. 26 de junho de 1996

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Celorico da Beira

[pst 341] Celorico da Beira desenvolve-se no sopé do morro do castelo, de onde se obtém uma vista de conjunto da urbe. Deve a sua implantação à posição estratégica do lugar onde se juntam as estradas vindas de Coimbra e de Viseu, para contornar o obstáculo da serra da Estrela, em direção a Espanha.

340. Celorico da Beira. 28 de fevereiro de 1996

domingo, 8 de outubro de 2017

Viseu

[pst 340] "Com raízes que remontam aos tempos pré-romanos, foi com o Império que Viseu teve a primeira afirmação de centralidade, mas será a estabilidade de um milénio de domínio portucalense-português que conferiu a Viseu um ritmo de desenvolvimento calmo e equilibrado, ganhando as funções à medida que o território envolvente, com suas vilas e aldeias, e a cidade o iam justificando. Assim, foi muito cedo sede de bispado e teve sempre um lugar importante na gestão dos destinos da Beira (...). Viseu soube crescer, lentamente, com solidez, e enriquecer: senhorial, clerical e burguesa. Desses passados ficaram as marcas e o património valioso, na arquitetura, na pintura e no próprio desenho da cidade". (Jorge Gaspar, As Regiões Portuguesas).

339. Viseu. 27 de fevereiro de 1996

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Guarda

[pst 339]
Ay eu coitada
Como vivo en gran cuidado
por meu amigo
Que ei alongado !
Muito me tarda
O meu amigo da Guarda !
Ay eu coitada,
como vivo en gran desejo
Por meu amigo
Que tarda e não vejo!
Muito me tarda
O meu amigo da Guarda!
                                                        
                                                                                          D. Sancho I

A cidade da Guarda foi fundada por D. Sancho I, no ano de 1199 para fazer frente à fronteira castelhana. Situada na extremidade nordeste da serra da Estrela, é a cidade de mais elevada altitude de Portugal.

338. Guarda. 29 de fevereiro de 1996

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Vimieiro, Santa Comba Dão

[pst 338] De uma família de pequenos agricultores, António de Oliveira Salazar nasce no Vimieiro, em 1889. Em 1926 cai a 1ª República e, no mesmo ano, Salazar assume a pasta das Finanças, de onde se demite para regressar, com novas condições, em 1928. Em 1932, ascende à Presidência do Ministério. Até à sua morte, em 1968, será o líder do governo do Estado Novo. Representa, ao mesmo tempo, a expressão dos regimes totalitários do século XX e a tentativa de conciliação  do tradicionalismo e do paternalismo estatal com a política moderna. O seu carácter severo, autoritário e económico fazem dele um caso notável do espírito beirão.

337. Casa onde nasceu António de Oliveira Salazar — Vimieiro. Santa Comba Dão. 20 de fevereiro de 1996

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Gouveia

[pst 337] É provável que tenha sido povoada pelos Túrdulos. Antes de os Mouros a terem ocupado, no século VIII, deverá ter sido um lugar luso-romano. Depois de integrada no reino, D. Sancho I, concede-lhe  Foral no ano de 1186, e atribui-lhe diversos privilégios para estimular a fixação de um lugar então desabitado. O seu desenvolvimento mais recente deveu-se à indústria de lanifícios. Mas o ciclo da lã entretanto decaiu, deixando marcas de ruína na urbanização.

336. Gouveia. 1 de março de 1996

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Trancoso

[pst 336] Gonçalo Anes Bandarra, o sapateiro-profeta, nasceu em Trancoso no início do século XVI. Ganhou alguma notoriedade no seu tempo ao anunciar a vinda de um rei encoberto, redentor da humanidade. Estava-se no reinado de D. João III e com o desaparecimento de D. Sebastião, em Alcácer Quibir, em 1578, as profecias de Bandarra vão ficar associadas ao mito do Sebastianismo e do Quinto Império.

335. Trancoso. 28 de fevereiro de 1996

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Marialva

[pst 335] Ainda no início deste século o interior das muralhas de Marialva era habitado. Mas já se desenvolviam fora de portas outros dois núcleos: um muito próximo do anterior e outro mais em baixo, junto aos campos agrícolas, às terras mais férteis. Permaneceram intactos a quase totalidade do perímetro muralhado, o castelo, a igreja, uma capela e o pelourinho. A antiga casa da câmara, as casas de habitação e a estrutura urbana, foram tomadas pela ruína.

334. Marialva. Meda. 11 de agosto de 1996

Linhares

[pst 334] A Beira é um território povoado de castelos, facto que retrata bem a instabilidade das fronteiras aquando da fundação da nacionalidade, das lutas contra os muçulmanos e, posteriormente, o seu papel na defesa contra as incursões vindas do reino de Castela. O castelo de Linhares, construído na vertente da serra da Estrela, a 810 m de altitude, com domínio sobre as terras baixas do Mondego, situado no percurso de uma antiga via romana entre Viseu e Mérida, é uma dessas fortificações que desempenhou um papel importante no tempo dos primeiros reis de Portugal.

333. Linhares. Celorico da Beira. 27 de junho de 1996

domingo, 1 de outubro de 2017

Igreja da Trindade — Pinhel

[pst 333] Pinhel, situada na margem esquerda do Côa, fazia frente à antiga comarca de Riba-Côa que Portugal apenas integrou em 1297. Desempenhou mais tarde um importante papel como praça de armas fronteiriça. No exterior da antiga muralha, a norte, construída em tempos medievais, a igreja da Trindade foi dessacralizada, tomada pela ruína, erguendo-se junto ao seu portal uma alminha.

332. Igreja da Trindade — Pinhel. 25 de julho de 1996

Anta da Matança

[pst 332] O Grupo Dolménico da Beira Alta é constituído por uma série de necrópoles, algumas delas com perto de duas dezenas de monumentos. A anta da Matança, de dimensões consideráveis, encontra-se hoje relativamente isolada, mas integrou certamente um conjunto mais vasto destas estruturas arquitetónicas funerárias, pois não muito longe do local existem outros vestígios do megalitismo.

331. Anta da Matança — Matança. Fornos de Algodres. 28 de fevereiro de 1996