sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Santuário de Nossa Senhora da Lapa

[pst 320] O santuário serrano de Nossa Senhora da Lapa recebe uma das maiores festas de romaria da região. São os lugares do homem rural da Beira, são as terras do Demo, que percorrem a geografia literária de Aquilino Ribeiro.

319. Santuário de Nossa Senhora da Lapa. Sernancelhe. 4 de outubro de 1996

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sabugal

[pst 319] O Sabugal situa-se na margem direita do Côa onde, numa pequena elevação, foi construído o castelo. Esta obra de arquitetura militar é de tipo alcáçova e a sua torre, com 28 metros de altura, é de planta pentagonal.

318. Sabugal. 25 de julho de1995

Muralha — Almeida

[pst 318] "Formidável reduto histórico, chegou a ser a segunda fortaleza de Portugal, depois de Elvas e antes de Valença. A configuração presente, espectacular formato de estrela em doze aguerridos baluartes e revelins, é dos finais do século dezoito mas foi sofrendo anteriormente, através da história, inúmeras modificações até se apresentar com a assombrosa blindagem actual". (Francisco Hipólito Raposo, Beira Alta). Pelo seu desenho regular, escala e qualidade da construção é dos mais extraordinários espaços de guerra de Portugal.

317. Muralha — Almeida. 26 de julho de 1996

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Casarão da Torre — Almofala

[pst 317] O Casarão da Torre ou Torre de Almofala, ergue-se no cimo de uma colina de uma região planáltica. Foi construído como templo romano, de que ainda é claramente visível o embasamento ou podium. Embora hoje a torre se encontre isolada, é provável que em seu redor tivesse existido um pequeno povoado, com o nome de Torre dos Frades. Durante a Guerra da Restauração, na altura da batalha de Castelo Rodrigo, o lugar é destruído e o sítio fica, a partir de então, definitivamente abandonado.

316. Casarão da Torre — Almofala. Figueira de Castelo Rodrigo.  29 de dezembro de 1996

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Anta-Capela da Senhora do Monte

[pst 316] A construção da capela de Nossa Senhora do Monte deixou intacta a estrutura dolménica, que reaproveitou para capela-mor do novo espaço religioso. Embora em ruína avançada é, certamente, uma das mais extraordinárias convivências entre dois tipos distintos de culto e separados por um hiato temporal de alguns milhares de anos. Em situações semelhantes existentes no País, apenas é utilizada a câmara do antigo monumento fúnebre, sendo destruído o corredor. Aqui mantêm-se intactas a câmara, a lage de cobertura e o corredor da primitiva anta.

315. Anta-Capela da Senhora do Monte. Penedono. 7 de julho de 1996

Capela — Portas de Montemuro

[pst 315] A designação de Portas de Montemuro é dada à portela que define o ponto mais favorável de atravessamento da serra de Montemuro, importante maciço serrano, de transição entre o norte da Beira e o vale do Douro. A estrada que passa pelo local tem certamente raízes antigas, pois aí próximo existem vestígios de uma grande fortificação do período castrejo. Uma pequena capela, rodeada de muros, sacraliza o lugar.

314. Capela — Portas de Montemuro. Castro Daire. 27 de janeiro de 1996

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Alto da Serra, Queiriz

[pst 314] "A Beira Alta é um vasto planalto rodeado de montanhas. Quem percorrer a parte central da velha província caminha por uma sucessão ininterrupta de cerros e vales; mas do alto da Estrela, ou de qualquer bom miradouro natural, a impressão de conjunto é a de uma plataforma com os cimos abrangidos pelo mesmo plano, abaixo do qual se abrem os sulcos do Mondego e seus tributários (Dão principalmente), do Vouga e do Paiva, afluente do Douro". (Orlando Ribeiro, Guia de Portugal).

313. Alto da Serra, Queiriz. Fornos de Algodres. 28 de fevereiro de 1996

domingo, 17 de setembro de 2017

Rio Dão, Castelo de Penalva

[pst 313] O rio Dão nasce pouco a norte da aldeia de Eirado, no concelho de Aguiar da Beira, próximo da cumeeira que separa as bacias hidrográficas do Douro e do Mondego. É o mais importante afluente deste último e uma importante referência geográfica do território norte da Beira.

312. Rio Dão, Castelo de Penalva. Penalva do Castelo. 24 de fevereiro de 1996

sábado, 16 de setembro de 2017

Anfiteatro romano — Bobadela

[pst 312] Situava-se na via que ligava Mérida a Braga, mas ainda não é conhecido o antigo nome de Bobadela. Foi certamente uma importante cidade romana, a avaliar pelos vestígios arqueológicos que conserva e, também, por uma inscrição que a refere como sendo civitas splendissima. O anfiteatro foi dos últimos vestígios deste povoado a ser descoberto. É certamente dos mais importantes elementos arquitetónicos do lugar, bem como da presença dos Romanos no território que é hoje Portugal.

311. Anfiteatro romano — Bobadela. Oliveira do Hospital.  26 de junho de 1994

Lagareta — Parada de Gonta

[pst 311] As lagaretas são cavidades escavadas na rocha, onde era pisada a uva e recolhido o vinho. Existem em vários locais, estando algumas mais isoladas do que outras, que se encontram próximo de estruturas castrejas. Por trás da igreja paroquial de Parada de Gonta, localiza-se uma um pouco descontextualizada, em virtude do sucessivo alargamento de caminhos que a circundam. Mantém, no entanto, a sua forma original.


310. Lagareta — Parada de Gonta. Tondela. 4 de outubro de 1996

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Termas de S. Pedro do Sul

[pst 310] As virtudes curativas daquelas águas já eram conhecidas na época romana, sendo então o lugar designado por Balneum. Deste tempo são visíveis os vestígios de uma estrutura grandiosa. D. Afonso Henriques foi às Caldas de Alafões, pela primeira vez em 1169, para se curar de uma perna partida que o colocou definitivamente fora dos campos de batalha. Concedeu nessa altura cartas de foral e outras doações à povoação de Banho, forma como era conhecido nessa altura o lugar. Das suas nascentes, próximas da margem esquerda do Vouga, continua a brotar uma água sulfurosa e radioativa, que é das mais procuradas de todo o País.

309. Termas de S. Pedro do Sul. S. Pedro do Sul. 18 de maio de 1996

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Castelo Mendo

[pst 309] Como tantos outras praças de armas raianas, Castelo Mendo, situado na margem esquerda do Côa, teve certamente um papel importante na defesa da fronteira portuguesa contra as incursões castelhanas. Foi-lhe entregue uma carta de Foral pelo rei D. Sancho II, em 1229, e outra por D. Manuel, em 1510. Quando se deu a reforma administrativa, no século XIX,  já a povoação se devia encontrar em franco declínio, sendo-lhe retirados então os poderes municipais que ainda detinha.

308. Castelo Mendo. Almeida. 6 de agosto de 1989

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Ponte de Sequeiros

[pst 308] À semelhança da ponte de Ucanha, na região do Douro, também a ponte de Sequeiros, sobre o rio Côa, apresenta uma torre numa das suas extremidades, destinada, em tempos idos, à cobrança de um imposto de portagem. A qualidade da construção reflete certamente a importância de uma via que, entretanto, se perdeu. Imperturbável, permanece a ligar duas margens de silêncio.

307. Ponte de Sequeiros, Vale Longo. Sabugal. 7 de agosto de 1996

Calçada romana de Coimbrões

[pst 307] A via romana de Coimbrões foi aberta por Cláudio, no ano 54 da nossa era. Hoje constitui um dos troços mais bem preservados, deste tipo de via, em Portugal. Integrava a estrada que saía de Viseu para sudoeste, de que se conhecem vários troços. A grande perfeição da sua construção contribuiu certamente para que, ainda hoje, se encontre em ótimo estado de conservação.

306. Calçada romana de Coimbrões. Viseu. 18 de maio de 1996

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Pedra da Lufinha, Ribafeita

[pst 306] A existência de gravuras rupestres é frequente no território da Beira. A representação de espirais, círculos e formas quadrangulares, é um dos motivos mais abundantes. São uma "escrita" de difícil, ou mesmo impossível, decifração. As que nos chegaram encontram-se muitas vezes em lugares isolados, distantes de outras manifestações contemporâneas, como acontece com a pedra da Lufinha, tornando ainda mais difícil a sua interpretação.

305. Pedra da Lufinha, Ribafeita. Viseu. 13 de abril de 1996

Sepultura antropomórfica — Cabanas de Viriato

[pst 305] Os habitantes de Cabanas de Viriato afirmam que o topónimo é devido ao nascimento do célebre guerreiro lusitano naquela terra. O núcleo de sepulturas antropomórficas existente num afloramento granítico, próximo do actual cemitério, comprova o povoamento do lugar desde tempos remotos. Não está, contudo, provado o nascimento ou a presença de Viriato por aquelas paragens. Por terras da Beira andou seguramente o caudilho lusitano, mas pouco mais se sabe desse homem que, como nenhum outro, lutou contra os Romanos a ponto de o seu nome e a sua fama se terem perpetuado através do tempo.

304. Sepultura antropomórfica — Cabanas de Viriato. Carregal do Sal. 21 de fevereiro de 1996

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Nogueira do Cravo. Oliveira do Hospital

[pst 304] Em Nogueira do Cravo, implantado sobre um enorme penedo granítico, encontramos um enigmático edifício. É uma construção sólida, com a aparência de uma torre ou de uma atalaia, com poucas aberturas para o exterior. As suas paredes e o seu desenho deixaram visíveis vários e remotos tempos de construção.

303. Nogueira do Cravo. Oliveira do Hospital. 26 de junho de 1996

domingo, 10 de setembro de 2017

Muralha — Sortelha

[pst 303] O castelo de Sortelha foi erguido numa área serrana, granítica, de transição entre as terras baixas, quentes e secas, da Beira Baixa, e os planaltos de inverno rude do Norte interior de Portugal. O castelo de Sortelha enuncia esta terra limite, muito procurada e muito guerreada. É um território de múltiplas muralhas que ostentam uma grandiosidade construída para defender a povoação de exércitos predadores e, mais tarde, para garantir a perenidade de um Estado soberano.

302. Muralha — Sortelha. Sabugal. 29 de fevereiro de 1996

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Depois de um copo de vinho

[esporão 51] Olhamos natureza dentro do seu coração, o homem na sua caminhada para o entendimento do mundo e de si próprio. São leituras do tempo e do espaço. Daqui levamos um copo de vinho e a tentativa de “captura” de um mundo fascinante, momentos duros, também, porque a vida é ainda sobrevivência continuada, o diálogo com o futuro sempre inesperado, incógnito, passos tateantes, experimentais, evolutivos, em adaptação permanente a um mundo sempre em mudança. [Esta é a última publicação desta série dedicada à Esporão].
Herdade dos Perdigões, Esporão, Reguengos de Monsaraz. 26 de junho de 2017

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Pão, azeite e vinho

[esporão 50] Não sou enólogo nem tão pouco um consumidor regular de vinho, não deixando, no entanto, de ser um apreciador deste tão fiel espelho da terra, quando trabalhado por mãos sábias. O pão, o azeite e o vinho são elementos chave de uma civilização, de uma diferenciação, de uma cultura. Um modo de vida, uma postura perante a terra, o não querer abdicar desta matriz, que não é de arcaísmo, mas de lealdade a um modelo civilizacional que funda num passado remoto, um desejo de futuro equilibrado, integrado na natureza. É o assumir e compreender que, enquanto não nos for possível partir para a colonização de outros corpos celestes, é deste planeta Terra que dependemos para continuar um sonho humano civilizacional, um mundo melhor para os nossos filhos, sobretudo para todos os seres vivos com quem partilhamos terra e mar. Deitados no solo, em campo aberto, em noite estrelada, olhamos o infinito próximo.
Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 15 de novembro de 2016

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Brinde

[esporão 49] Brindamos à grande viagem da vida, aos lugares, a quem nos rodeia e que amamos, aos que a nós, no passado, nos ergueram como seres humanos, a esta viagem fascinante e inquietante num planeta onde se desenvolveu este extraordinariamente complexo processo que é a vida, de onde, em tempos relativamente recentes, uma espécie se ergueu em linguagem para ao mesmo que descontroladamente parece querer exterminar todas as espécies amigas, constrói um mundo racional, entre a arte do sublime e a leitura do universo.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Viagem e captura

[esporão 48] Continuar as viagens que cada imagem proporciona. Há a dispersão por uma miríade de memórias que associamos às fotografias. As imagens fixam o tempo e o espaço da sua captura. Tudo entretanto se transforma. Este é um dos fascínios de um trabalho como este: documentar a passagem de tempo espelhada na terra, no verde, no edificado, na nossa própria face, ausente nas fotografia. É deixado um rasto material de memória, algum saber adquirido, uma incontida curiosidade pelo futuro, desejo de vida e de comunicar, partilhar, esse sentimento.

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 25 de junho de 2017

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 25 de junho de 2017

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Viagem singular

[esporão 47] Há um grande prazer nesta viagem singular. Um brinde à vida, com um bom vinho, que nos liberta para os territórios da imaginação, não apenas em torno do Esporão, mas a uma ideia vasta de liberdade, de humanidade, o prazer de respirar, a consciência crítica e lúcida sobre o mundo que habitamos. Um respeito incondicional pela natureza que integramos e da qual dependemos para sobreviver.

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 25 de junho de 2017

domingo, 3 de setembro de 2017

Expor a noite

[esporão 46] A noite mais luminosa foi, também, uma exposição na Adega dos Lagares, na Herdade do Esporão por ocasião do Dia Grande de 2017. Foi o mostrar uma pequena seleção de 7 fotografias dessa noite passada na Herdade a registar a paisagem tocada pela luz do luar.

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 25 de junho de 2017

terça-feira, 8 de agosto de 2017

A noite mais luminosa

[esporão 45] Era o fim da tarde, o Sol já tocava o horizonte nas extensas planuras do Alentejo. Lenta, a noite entrava, como quotidianamente a observamos. A Lua estava cheia, plena, o céu limpo e tudo parecia normal, mas, à medida que este satélite se ergue no espaço, começamos a aperceber-nos de uma invulgar escuridão iluminada. Não havia trevas, tudo era claro. Estávamos na noite de 14 de novembro de 2016. A órbita da Lua em torno da Terra atingia um ponto de rara proximidade. Era uma luz estranha, como se aquele mundo fosse agora um imenso palco de teatro onde um projetor era ligado para tocar a cena de irrealidade. Ou talvez como se entrasse no reino da edição digital da imagem manuseada num ecrã de computador. Realidade subtil. Estava na Herdade do Esporão e estas são algumas das fotografias colhidas nessa noite mais luminosa.

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 14 de novembro de 2016

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 14 de novembro de 2016

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 14 de novembro de 2016


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Arquitetura e design

[esporão 44] 30 de setembro de 2016. Regresso à vindima alentejana, às oliveiras e às novas obras, com os edifícios quase concluídos. A arquitetura, com desenho de Miguel Oliveira ou de Pedro Jervell que, como com o design de Eduardo Aires, reflete a sobriedade de um olhar, o diálogo de continuidade com a terra, como que o prolongamento dessas paisagens de acentuada horizontalidade. Não se procurou um objeto dissonante, afirmativo, que, de algum modo, pudesse agredir o lugar para afirmar o desejo de autoria de um arquiteto.

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 30 de setembro de 2016

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 30 de setembro de 2016


domingo, 6 de agosto de 2017

Caminhar, ler, interpretar

[esporão 43] Há sempre um objetivo para as fotografias, as vindimas, um ou outro aspeto da herdade alentejana ou da quinta do Douro que foi objeto de uma intervenção, um detalhe, um movimento. O desafio base e a proposta é, quase sempre, interpretar, fazer uma leitura pessoal, de deambular, de caminhar em liberdade.

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 27 de setembro de 2016

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 27 de setembro de 2016


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Integrar

[esporão 42] 27 de setembro de 2016. De novo a vindima duriense, vistas e detalhes da paisagem. O mundo familiar que se vai integrando, entranhando cada vez mais. Há uma mirada que se aprofunda, novas dimensões da terra que se vislumbram, novas relações topológicas, uma mais aprofundada ideia de liberdade.

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 27 de setembro de 2016

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 27 de setembro de 2016

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 27 de setembro de 2016


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A cor da terra

[esporão 41] 27 de setembro de 2016. Fim do verão, tempo de vindimas. Olhamos ao redor e vemos uma predominância de campos cor de terra, intercalados com os murtórios durienses, ou com zonas de mato que nunca chegaram a ser plantadas. Mas o solo a nossos pés está coberto de uma vegetação rasteira, de ervas “daninhas” que conferem à terra uma matriz de  vida. As vinhas erguem-se da terra viva, como se de um jardim se tratasse. Um manto verde atravessado por linhas desenhadas de oliveiras. Quando navegamos no rio e olhamos ao redor, percebemos melhor esta paisagem de silêncio.

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 27 de setembro de 2016

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 27 de setembro de 2016

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 27 de setembro de 2016


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Sondar, voar, apreender

[esporão 40] O conhecimento da terra é a perceção da sua dimensão ilimitada. Ler, sondar, voar, apreender dimensões menos conhecidas. Trabalhar a confluência de diferentes interpretações. E o Esporão é também este diálogo entre sensibilidades.

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 24 de setembro de 2016

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 24 de setembro de 2016

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 24 de setembro de 2016


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Ervas daninhas

[esporão 39] 26 de abril de 2016. Na Quinta dos Murças crescem ervas altas entre as linhas de vinha. Assume-se aqui a clarificação de um conceito de interferências múltiplas com a natureza. A vinha entre territórios naturais. Olhamos em volta e vemos terras secas, limpas de ervas “daninhas” e de insetos polenizadores, expostas à erosão das chuvas torrenciais, à perda de biomassa. Na Quinta dos Murças há uma continuidade entre o espaço cultivado pela vinha e as manchas de mato autóctone. Estas são como ilhas de vida, habitat de espécies que fomentarão o desenvolvimento mais saudável da vinha, que por sua vez terão expressão na qualidade das uvas.

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 24 de setembro de 2016

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 24 de setembro de 2016

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 24 de setembro de 2016


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Minas

[esporão 38] 26 de abril de 2016. Apesar da área da Quinta dos Murças não ser muito extensa, existem terrenos com diferentes exposições que darão, posteriormente, origem a diferentes vinhos, cada um deles com características próprias. Mas este solo guarda outros segredos, como as minas que se escondem nas suas encostas. São aberturas que nos levam ao interior da terra, são pontos de água que, no passado, tiveram uma importância que hoje perderam, mas que continuam a desenhar este labirinto de pontos de interesse ocultos a um olhar mais descuidado.

Quinta dos Murças, Covelinhas, Peso da Régua. 24 de setembro de 2016


domingo, 30 de julho de 2017

Continuidade

[esporão 37] 15 de abril de 2013. Regressar ao território alentejano para o registo fotográfico dos jovens olivais, flores, a natureza sedutora da primavera, ciclos continuados de vida, mas também um clima que se altera de ano para ano

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 15 de abril de 2013

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 15 de abril de 2013

Herdade do Esporão, Reguengos de Monsaraz. 15 de abril de 2013